Saturday, August 11, 2007
Alguma coisa
Lágrimas enchem os meus olhos turvando-me a visão, ficam tão pesadas que caiem ao encontro da minha boca percorrendo toda a minha face. Lágrimas de tristeza que se apodera de mim nestes tempos. De onde vêm?! Não sei apenas que não querem partir. Sei que aqui ficarão comigo até um dia cujo qual não vejo a hora de chegar. Um sentimento estranho de tristeza e inferioridade atravessa o meu corpo consumindo as minhas energias. O que se passa comigo?! O que se passa?! Apenas encontro uma resposta, sempre aqui esteve e a cada momento passado intensifica-se mais. Afinal está dentro de todos, mais nuns do que noutros, de tempos em tempos e basta apenas um olhar, um sorriso, um toque, uma pessoa para despertar isso dentro de nós.
Retrato de tempos passados
A brisa suave soprava arrefecendo aquela quente tarde de Verão, ela com a cabeça no seu colo navegava pela imaginação de olhos fechados enquanto ele lhe acariciava a face morena. Olhou para o céu azul límpido e pensou em tudo que se havia passado e tudo o que aquilo havia sido, uma relação turbulenta, com muitos enganos e desenganos, palavras duras trocadas muitas vezes, sentimentos que ele nunca sentira antes tão fortemente pareciam atingi-lo com toda a sua força. Olhou o rosto dela com um sorriso de satisfação, estava com ela e estava feliz, ela abriu os olhos olhando-o fixamente com os seus olhos castenhos e doces que lhe davam a ele uma forte sensação de afecto, carinho, amor, ternura. Afagou-lhe o cabelo, sentiu os seus caracóis passar entre os seus dedos. Então ela sentou-se ao seu lado com a cabeça pousada no seu ombro, ele passou a mão por cima dos ombros dela e abraçou-a desejando não a deixar partir nunca mais, apertou a sua cabeça contra o seu peito e beijou-lhe a testa em sinal de protecção e respeito. O Sol avançava lentamente para o horizonte e ali ficaram durante algum tempo, num toque de magia ele passou a mão pelos seus suaves lábios e beijou-os, sentia uma ligação naquilo fora do comum, parecia que ela lhe consumia as forças apenas com o seu leve toque e no entanto ele sentia-se grato por isso, conferia-lhe protecção e ele sabia que enquanto ali estivesse nada o poderia tocar, sentia-se invencível como quem toma uma droga. O Sol começou a desaparecer e eles ficaram embrenhados pela noite, as estrelas clareavam o céu veraneano juntamente com uma lua cheia que as protegia. A noite, rainha do amor. Ele deitou-a para trás e ambos caíram num abismo profundo embrenhados numa troca de carícias e afecto, chegara a hora de ele lhe demonstrar o quanto gostava dela.
A emersão do Demónio
26/10/2006
Uns olhos escalartes brilhavam na sombra, expressavam ódio e raiva com uma força tremenda. Pretendiam a vingança dos seus inimigos e a destruição de todos em seu redor. Ainda oculto pela sombra um sorriso apareceu, trocista, e de certa forma insano. Os que nunca o haviam visto antes diriam que era louco, e não era de todo mentira, de facto tinha a sua dose de loucura, talvez até em demasia. Com um passo em frente uma face revelou-se sob a luz do candeeiro de rua revelando uma expressão fria e cruel, a barba de dois dias por fazer combinava com o seu cabelo negro e curto. A cabeça descaiu para o lado com mais um passo revelando o corpo todo daquela estranha personagem. Vestido com umas simples jeans e uma t-shirt preta, um sorriso desenhou-se na sua cara, quase dizendo que ansiava por sangue, os seus olhos vertiam sentimentos tão negros quanto o seu coração, mas o mais impressionante era a aura negra que o envolvia e fazia parte dele. Tudo isto entrava em sintonia com a sua alma à muito já morta, criando assim um homem que não sente. Frio como o vento gélido do Ártico, sem sentimentos tal como uma rocha. Era essa a sua essência, aquilo que guardava no seu interior e agora se manifestava. O seu próprio demónio emergia .
Uns olhos escalartes brilhavam na sombra, expressavam ódio e raiva com uma força tremenda. Pretendiam a vingança dos seus inimigos e a destruição de todos em seu redor. Ainda oculto pela sombra um sorriso apareceu, trocista, e de certa forma insano. Os que nunca o haviam visto antes diriam que era louco, e não era de todo mentira, de facto tinha a sua dose de loucura, talvez até em demasia. Com um passo em frente uma face revelou-se sob a luz do candeeiro de rua revelando uma expressão fria e cruel, a barba de dois dias por fazer combinava com o seu cabelo negro e curto. A cabeça descaiu para o lado com mais um passo revelando o corpo todo daquela estranha personagem. Vestido com umas simples jeans e uma t-shirt preta, um sorriso desenhou-se na sua cara, quase dizendo que ansiava por sangue, os seus olhos vertiam sentimentos tão negros quanto o seu coração, mas o mais impressionante era a aura negra que o envolvia e fazia parte dele. Tudo isto entrava em sintonia com a sua alma à muito já morta, criando assim um homem que não sente. Frio como o vento gélido do Ártico, sem sentimentos tal como uma rocha. Era essa a sua essência, aquilo que guardava no seu interior e agora se manifestava. O seu próprio demónio emergia .
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