Corre.Fareja.Observa.Uiva.Sobre o monte e sob o luar emanado por uma Lua Cheia o Lobo prostra-se enigmático, atento, mortífero. Está hipnotizado pela Lua, tão bela e misteriosa. O vento sopra calmamente, a sua presença mal se notaria não fosse o abanar das árvores lá em baixo, e claro, do pêlo cinzento claro brilhante ao luar.Os seus olhos grandes observam a Lua, não prestam atenção a mais nada. O seu nariz capta apenas um suava aroma desconhecido, um aroma que não se encontra no meio das árvores nem numa toca de coelho. É um cheiro novo. Terrivelmente agradável e assustadoramente selvagem. A sua boca armada de temerosas presas abre-se, a sua cabeça inclina-se e a plenos pulmões uiva à Lua Cheia como se disso depende-se a sua vida, como se o Mundo acaba-se naquele momento. Uiva até não poder mais. Algures, para lá do horizonte, para lá da capacidade do ouvido humano, outro uivo faz-se ouvir. Intenso, desafiador, apaixonado. Ele percebe, ele sente a mesma paixão que a outra parte e uiva mais uma vez.Assim, longe do olhar, longe dos sentidos, ambos uivam à Lua Cheia. Ambos comunicação invisivelmente aos olhos, mas extremamente visível ao coração.
27/09/2007
Thursday, September 27, 2007
Subscribe to:
Comments (Atom)