"Do pó vieste e ao pó regressarás"
Eis quando o Demónio se ergue das cinzas e caminha sob o deserto pisando os cadáveres fétidos olhando a desgraça humana em seu redor. Retirou a sua espada negra do peito de um homem que ainda respirava pesadamente. Deu-lhe um pontapé na cabeça partindo-lhe o pescoço.
Levou o fio da lâmina à boca e provou o doce sangue com a língua. Os seus olhos negros brilharam com um fogo intenso e um sorriso insano desenhou-se na sua cara. O vento soprou varrendo os seus cabelos. Acima de si abutres voavam em círculos preparando-se para um festim necrófilo no chão. Um corvo surgiu então pousando no seu ombro olhando-o com um ar familiar. Grasnou e logo se ergueu no ar.
O Demónio embainhou a espada ao cinto numa baínha vermelha escalarte e atravessou o campo cadavérico deixando atrás de si um rasto de destruição consumido por abutres famintos.
Enrolou-se na sua túnica azul escura e caminhou para destino incerto com o sorriso demente ainda estampado no rosto.
Sunday, October 12, 2008
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