Tuesday, June 12, 2007

Sabes?!

Procuro nos cantos mais recândidos da minha mente à procura. Ninguém me diz o que procurar, onde procurar nem simplesmente o porquê de procurar.
Apenas tento encontrar-me cá dentro.
E não consigo!
Pergunto-me desta vez o porquê de tal acontecer, mais uma vez, não encontro a resposta e no entanto continuo à procura.
Será que vale a pena procurar algo que desconheço totalmente? Se pensar bem, talvez sim. Não foi dessa maneira que grandes pensadores, filósofos e cientístas constituíram as mais elementais leis que regem a vida? Sim, vale a pena de uma forma ou de outra, talvez não evidentemente, talvez não de uma forma tão linear.
Quem se importa?!
Eu não! Até porque as dúvidas são minhas, as respostas que não encontro existem e apenas eu posso encontrá-las, ninguém o pode fazer por mim.
Sentimento egoísta? Deixem ser, mais uma vez não me importo.
Sou um tipo egocêntrico que não se importa com aquelas pessoas que a meu ver considero ... inferiores?! Não, não é essa a palavra. Pessoas que desprezo, odeio ou simplesmente não me dizem nada. Quem se importa realmente?!
Eu não!

Não olhes para mim!

Porque olhas assim para mim?
Odeia-me.
Com todas as tuas forças.
Despreza-me.
Tem raiva de mim.
Ganha sede de vingança.
Não me dês importância.
Não me veneres.
Mas …
Explica-me o porquê
Porque não me odeias?
Porque não me desprezas?
Porquê é que quando te vejo os olhos não vejo raiva
Porque é que não vejo ódio a emanar do teu ser
E querer destruir-me
Porquê?!
Porquê?!
Porquê?!
Não respondas, não quero respostas, muito menos fazer perguntas
Vivo em paz comigo mesmo, não preciso de guerras
E esta está a chegar a um fim

Saturday, June 9, 2007

20/09/2006

“A chuva insiste em entrar, mas é parada pela vidraça da janela limitando-se apenas a bater. Estou sentado a um canto desta sala, perdido na escuridão imensa, os meus pensamentos absorvem-me ainda mais que o negrume nocturno em meu redor.
Um raio brilha na tempestuosa noite e por momentos acordo, o suficiente para vislumbrar todo o recheio da sala, recheio esse que não passa de uma mesa com um simples candeeiro em cima, uma garrafa de Vodka e um revólver. Penso que cenário mais triste e decadente que este não existe.
Levanto-me, a custo, os meus músculos entorpecidos tendem a trair-me desequilibrando-me no meu curto caminho até à mesa, apoio-me neste e a madeira range perante o meu peso e rezo para que não ceda, afinal, só preciso de um pouco de apoio até os meus membros me concederem uma maior liberdade de movimentos.
Finalmente ando à minha vontade, embora não precise de ir longe, não tenho onde ir, não é?!
Mal agarro a garrafa cujo líquido incolor já ia a meio, os meus olhos brilham de satisfação. Pego também no revólver e um sorriso sádico rasga a minha cara. Volto a sentar-me no chão bebendo de uma maneira quase selvagem.
Nem noto o passar das horas, porém o meu corpo não pode dizer o mesmo. Há muito tempo que não o sinto já, o alcool desligou-me por complecto. Num momento desesperado pela vida miserável que levo, aponto o revólver à cabeça enquanto a minha garganta sente o ardor de mais um trago de Vodka. E agora?”

Friday, June 1, 2007

Perdido!

"Sinto-me perdido no escuro, na imensidão do vazio. Respiro e parece que cada vez é mais difícil fazê-lo. Caminho no vácuo em busca de respostas, mas estas não me iluminam, tão cego que me sinto nas trevas, tão abandonado. Sinto-me perdido em busca de algo que não vejo, respostas tão cegas quanto os meus passos. Sinto-me condenado a vaguear no nada, sem destino, sem paragem. Apetece-me morrer, mas como? O meu corpo parece aguentar os dias que passo perdido a caminhar, como se não existisse mais fome, sede ou cansaço.
Não tenho nada.
Nem chave para a minha morte.
Às vezes sento-me no chão a tentar pensar, mas quanto mais penso mais sofro.
Perdido
...
Perdido …"


- Alucinações de um apaixonado -

10/01/2007