Tuesday, June 12, 2007

Sabes?!

Procuro nos cantos mais recândidos da minha mente à procura. Ninguém me diz o que procurar, onde procurar nem simplesmente o porquê de procurar.
Apenas tento encontrar-me cá dentro.
E não consigo!
Pergunto-me desta vez o porquê de tal acontecer, mais uma vez, não encontro a resposta e no entanto continuo à procura.
Será que vale a pena procurar algo que desconheço totalmente? Se pensar bem, talvez sim. Não foi dessa maneira que grandes pensadores, filósofos e cientístas constituíram as mais elementais leis que regem a vida? Sim, vale a pena de uma forma ou de outra, talvez não evidentemente, talvez não de uma forma tão linear.
Quem se importa?!
Eu não! Até porque as dúvidas são minhas, as respostas que não encontro existem e apenas eu posso encontrá-las, ninguém o pode fazer por mim.
Sentimento egoísta? Deixem ser, mais uma vez não me importo.
Sou um tipo egocêntrico que não se importa com aquelas pessoas que a meu ver considero ... inferiores?! Não, não é essa a palavra. Pessoas que desprezo, odeio ou simplesmente não me dizem nada. Quem se importa realmente?!
Eu não!

2 comments:

Rosa said...

E se as dúvidas não forem só tuas? E se houver pelo menos mais uma pessoa no mundo que pergunta, que pesquisa a sua própria mente em busca de resposta a perguntas fantasma, a perguntas impossíveis de formular?
Dizes que não te importas, afirma-lo com a máxima convicção, será verdade? Ou talvez lá no fundo, bem no fundo, exista algo que diz: "porque sou tão frio e insensível? Como é possível alguém gostar de um egoísta crónico como eu?". A verdade é que é possível, as pessoas, essas pessoas que na generalidade consideramos inferiores, "não, não é essa a palavra", (e eu sei que não é, mas aproxima-se, e talvez em certas alturas se aplique realmente, correctamente), essas pessoas não vêm os nossos defeitos, ignoram-nos com inacreditável boa vontade, não sabem o que vão encontrar no futuro... Mas, saberemos nós? Talvez não, mas pelo menos não vivemos na completa ignorância, na total ilusão.

Ps: Gostei do texto, fez me escrever (como se nota pelo longo comment) vou voltar

Rosa said...

"agora analizando o teu comentário."
O problema existe quando sabemos que estamos a viver na ignorância, e mesmo assim não queremos sair dela, não tentamos, não fazemos nada por isso! Enquanto não soubermos não há nenhum problema.
O tolo é feliz (pelo menos acredita nisso embora provavelmente seja outra ilusão). O tolo é ignorante. O tolo não sabe nem quer saber se é ou não tolo.
A questão é: será que queremos ser simples "tolos"?