Saturday, August 11, 2007

A emersão do Demónio

26/10/2006

Uns olhos escalartes brilhavam na sombra, expressavam ódio e raiva com uma força tremenda. Pretendiam a vingança dos seus inimigos e a destruição de todos em seu redor. Ainda oculto pela sombra um sorriso apareceu, trocista, e de certa forma insano. Os que nunca o haviam visto antes diriam que era louco, e não era de todo mentira, de facto tinha a sua dose de loucura, talvez até em demasia. Com um passo em frente uma face revelou-se sob a luz do candeeiro de rua revelando uma expressão fria e cruel, a barba de dois dias por fazer combinava com o seu cabelo negro e curto. A cabeça descaiu para o lado com mais um passo revelando o corpo todo daquela estranha personagem. Vestido com umas simples jeans e uma t-shirt preta, um sorriso desenhou-se na sua cara, quase dizendo que ansiava por sangue, os seus olhos vertiam sentimentos tão negros quanto o seu coração, mas o mais impressionante era a aura negra que o envolvia e fazia parte dele. Tudo isto entrava em sintonia com a sua alma à muito já morta, criando assim um homem que não sente. Frio como o vento gélido do Ártico, sem sentimentos tal como uma rocha. Era essa a sua essência, aquilo que guardava no seu interior e agora se manifestava. O seu próprio demónio emergia .

1 comment:

Anonymous said...

Um conselho: dedica-te à poesia, prosa poetica como queiras. As coisas fluir-te-ao mais facilmente, porque o que ti escreves é poesia mas sem saltar de linha, nao sao textos.
Fui claro? Se quiseres passa pelo meu ou vai mesmo ao meu email. beijo e boa sorte po resto