"Perante a lua cheia ele olhava o horizonte. A leve e fria brisa da meia-noite arrepiava-lhe os pelos dos braços, porém ele não ligava. Olhou então para o céu fixando o seu olhar na lua, grande e brilhante, ideal para uma noite romântica dos mais lamechas, mas ele já não sabia o que era romantismo. Ódio, raiva, vingança, sentimentos que nele haviam sido inseridos pelo tempo e experiência e que de certa forma o fizeram crescer, embora preferisse ser o puto inconsciente que até então era, bastava-lhe apenas não cometer o mesmo erro, apaixonar-se de novo, e ele sabia que isso não iria acontecer, era ainda muito cedo para tal, queria viver a vida, ser livre como o mocho que caça na penumbra da noite. Nascera para ser livre e isso continuaria a ser, andando por aí, esperava a sua hora cheirando a liberdade como um lobo"
23/04/2006
Friday, July 20, 2007
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