"Por entre o nevoeiro uma figura pálida e triste olhava-o, na sua cara podiam-se ver lágrimas tão fantasmagóricas quanto ela. Mais uma vez observava o nascer do Sol, porém este era diferente de todos já vistos, era como se o pudesse agarrar e sentir por entre as suas mãos agora já sem substância. Agora ela era um fantasma no mundo dos mortais. Aprisionada e perdida na imensidão do mundo. Seria aquilo que os humanos chamavam limbo? Seria para ali que as almas que não pertenciam nem ao céu nem ao inferno iam? Destinadas a vaguear naquele mundo que já não podiam sentir nem abraçar? Mil perguntas continuavam a vir-lhe a cabeça mas não tinha quem lhe respondesse. Agora era apenas como aquele nevoeiro, algo frio, intenso e mesmo assim não podia ser abraçada, apenas o frio da sua imagem podia ser sentido no coração de alguém. Mais uma lágrima de um brilho cristalino desceu pela sua face, então, partiu para sempre daquele lugar, à procura de respostas, desvanecendo-se à medida que saía do meio das nuvens que encobriam a floresta, porque nada mais importava, apenas queria uma simples resposta.
12/05/2006
Friday, July 20, 2007
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